Um pouco mais do meu amor! ♥





O frio na barriga - também conhecido como borboletas no estômago - pela troca de olhares. O sorriso tímido no canto da boca, as pupilas brilhantes em um reflexo constante.

As mãos suadas, cansadas, ansiosas em entrelaça-la sem pressa, como um ato inconsciente.

O sorriso ao acordar e ver-lo, dormindo com uma expressão doce, que jamais poderia ser explicado, alí, deitado ao teu lado.

O caloroso estremecer do corpo á um simples toque dos lábios, desejando um bom-dia, meu amor, um pouco antes de sair pro trabalho.

A saudade pouco antes do meio-dia, e novamente o frio na barriga pela espera do chegar.

A mania - inexplicável - de dar sorrisos á um estranho na rua, desejar boa tarde ao chefe e enfrentar uma fila de banco sem nem reclamar!

Na volta pra casa, um café, uma caixa de bombom e um dvd.

O sorriso agora expansivo de te ver voltar para nossa casa.
''Amor, peguei aquele filme que a gente queria ver.''

O deitar-se no tapete da sala, esparramado, jogado, no teu peito, sentindo teu coração bater em descompasso.

Dividir o último chocolate, um gole de café, o cobertor, e o amor.

Fazer amor e adormecer em teus braços.

Discutir sobre a novela ou a série das seis.


Prometer, que dessa vez, somos apenas nós. Sem todo o resto do mundo. Nos três: Eu, você, e o amor.

Amor com aroma de torrada com manteiga de madrugada, feita ás pressas, juntinhos para você não reclamar que ''não fazemos nada'', né?

 Amor ao som de Caetano, no velho vinil empoeirado, animados e empolgados, como A luz de tieta.

E, rindo, você implica que meu MPB está ultrapassado. E eu bato o pé. Tão conhecido como a Ivete Sangalo em tempos de carnavais.


Relembro-te que também me eras desconhecido.

Porém, um dia te prometi a eternidade, em um laço de compromisso.

E de desconhecido que eras, passou a ser apenas tu.

Tu que divido minha coberta, mesmo nos dias mais frios.
Tu que deitado em teu colo te peço para cantar...Só como desculpa para apreciar tua voz.
Tu que me dá frio na barriga, sorrisos tortos, mãos suadas, beijos e outras bobeiras.

E, boba estou.

Com mil e uma borboletas no estômago enquanto, antes da meia-noite, te escrevo um poema na ânsia de descrever o ritmo em que meu coração bate.

Ardente, pulsante, saltitante.

Coração bate, embora em outro corpo.

Coração dividido.

Uma hora está comigo, outrora contigo está.

Coração bobo, descompassado, alucinado...

Coração apaixonado.

São sintomas de doença.
Aquela doença que me transmitiu em teu abraço, em teus lábios, em teu olhar inconstante.

E, divido sim, tudo contigo.

A casa, a torrada, o coração, a alma.

E com teu reflexo em meu olhar pelas brilhantes pupilas que assumo:

Estou apaixonada mais uma vez pela confusão que todas vezes que procurei, só encontrei em você!


 
 


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''Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela. Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.'' :)