Eu sempre soube que era você.

 




No fundo, eu sempre soube que era você. Eu sabia que era você quando você ria das minhas piadas sem nenhuma graça. Eu sabia que era você quando eu te olhava de lado, dirigindo e você tinha aquele sorrisinho misterioso no canto da boca como se me escondesse algum segredo sujo que eu jamais ousaria perguntar. 
Eu soube que era você quando ouvi pela primeira vez aquela nossa música e meus olhos se encheram de lágrimas sem eu entender muito bem o porquê. Eu soube que era você quando nos meus planos de viajar o mundo todo eu sempre imaginava te ter ao meu lado.
Eu soube que era você quando depois de um dia difícil era o seu colo que eu queria, mas, que nos dias bons era com você que eu queria dividir o sorriso.
Eu soube que era você quando senti sua dor como se fosse minha e meu coração parecia rasgar-se no meio por eu simplesmente não poder tirar ela de você. Mas, eu soube que era você quando eu quis dividir o peso do mundo com você e ser teu abrigo nos dias de chuva.
Eu soube que era você quando ouvi você falar que me ama pela primeira vez. Eu soube que era você, quando depois disso, eu travei e não consegui falar "eu também", mas, você sempre soube mesmo assim.
Eu sempre soube que era você. Sabia quando minhas bochechas queimavam só de ouvir seu nome ou quando não conseguia te encarar. Eu sabia, sempre soube.
Eu soube que era você quando meus sonhos sempre voltavam-se ao mesmo sorriso e quando todas minhas poesias começaram a ter um único endereço.
Eu sempre soube. Antes mesmo de saber, algo dentro de mim sabia, logo na primeira vez, na primeira conversa e na primeira risada.
Eu não sei o motivo, mas, algo sempre me dizia que seria você. Ou melhor... É você. Sempre foi você. 
Ainda é difícil olhar seu rosto ou falar aquelas três palavrinhas. Eu sou toda atrapalhada, você sabe. Mas, eu quero isso. Eu quero que continue sendo você, e, se você me quiser, eu até faço todo esse nó virar nós. 
De uma forma ou outra, eu sei que é você e vai continuar sendo. Com seu sorriso de lado e seu cabelo bagunçado, ainda é você.  Sempre foi. Sempre será você.









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Ainda não é uma poesia. 💜






Você me fez voltar a sonhar. Eu sei que é clichê, e que você já deve estar cansado de ouvir o quanto eu gosto de você, mas me escuta só mais um pouquinho, por favor.

Não sou boa com cartas explícitas de amor, sempre fui melhor em deixar tudo nas entrelinhas. Mas, atualmente você me fez perder o medo. E é por isso que estou aqui.

Eu lembro que antes de você aparecer estava tudo tão confuso, meio preto e branco... E mesmo sem você saber, você aqui respondeu tanta coisa na minha vida.

Eu queria fazer uma poesia pra você, uma música, qualquer coisa bonitinha que te fizesse aquecer o coração, mas eu não sou boa nisso quando o assunto é você.

Você é quem me tira meu sorriso mais sincero, do nada, numa tarde de segunda-feira. Você é quem me faz me sentir acolhida com cada verso. O som da sua voz é tão calmo, que meu corpo simplesmente se sente em casa.

E é isso que você é pra mim: Uma casa, um cantinho confortável onde eu me sinto segura em ser eu mesma. E, que por mais estranha que eu pareça ser as vezes, você aceita, e, surpreendentemente até gosta.

Eu tenho medo de dizer o quanto gosto de você e te assustar. Mas, no fundo, você sabe.

Desculpa se esse não é o meu melhor texto. Eu prometo que você ainda vai virar poesia, poema, quiçá talvez até uma música. 

Mas, hoje, agora é só pra te agradecer. Você despertou meus sonhos, e, me fez sentir o que eu achava que nem era possível.

Eu sei, você já deve tá cansado de saber, mas só queria terminar dizendo que amo você. 

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Uma carta de amor.

 





Me dói quando você se olha assim tão descuidada. Quando passa se escondendo do espelho, pois seu próprio reflexo te machuca. Me dói quando você passa horas odiando seu corpo, sem nem reparar o quão imensamente incrível ele é. 
Me dói quando você faz uma maquiagem, tira algumas fotos, mas, logo deleta, tira tudo, e, fica se comparando á pessoas e peles perfeitas que nem existe pelo Instagram.
Me dói quando você não vê como brilho dos seus olhos é o mesmo daquela criança sonhadora e ingênua, que sempre viu o mundo com uma lente cor-de-rosa. Me dói quando você se refere á si mesma como feia e inútil, mas esquece de agradecer os olhares de amor, admiração e cuidado que você recebe por aí.
Me dói quando você não consegue reconhecer que seu sorriso é meio tortinho sim, mas é tão sincero. Me dói quando você não vê como seu cabelo pode até ser um pouco bagunçado, mas, que você cuida tão bem dele... Ah, ele é tão cheirosinho. Isso você nem repara, menina.
Você não repara a curvinha que sua boca faz quando você passa batom, como sua pele destaca naquela roupa que você tanto gosta, como suas tatuagens são tão você. E, dói saber que, você só sabe disso tudo porque um dia alguém te olhou como você nunca se viu: Com atenção.
Eu choro quando você machuca seu próprio corpo ou quando acredita naqueles pensamentos ridículos sobre você mesma.
Me dói quando você não percebe o quanto você é estudiosa. O quanto você é gentil, até com quem ás vezes nem merece, e, o quanto seu coração é imenso.
Me dói como você não percebe como é linda sua capacidade de perdoar e de pedir perdão. Me dói quando você briga com as pessoas que você mais ama, só por ter medo da solidão.
Me dói te ver chorando num quarto escuro, achando que não é capaz de fazer nada sozinha, só porque uma pessoa te disse isso. Olha pra você, garota. Você consegue, sim. Se ele não acredita, isso só diz respeito á ele.
Me dói quando você esquece dos seus sonhos por medo. Medo de que? Você sempre foi tão corajosa. E, daí que você pode se machucar? Me dói como você não percebe o quão forte você é, e, que, em todos esses anos, você mesma soprou seus machucados. Tudo bem, você teve ajuda em diversas vezes, mas, no final de tudo, quem se curou foi você.
Como dói quando você não percebe como seu cachorro te olha com tanto amor, por que sim, garota, você é amável. Você merece tanto amor. Você não vai ser machucada, traída ou enganada sempre. Você não é descartável. Como você não consegue ver a sorte que seria de qualquer um ter uma menina como você ao seu lado?
Ou melhor, não uma menina. Você pode ter seu jeito de menina, sim. Mas, como você não percebe a MULHER que você se tornou? Que mesmo sozinha,  sem sequer uma figura feminina forte por perto, você criou um caráter tão único. Você é uma guerreira. Eu lembro dos dias de sangue no braço, dos remédios para acabar com tudo de uma vez. Mas, você venceu isso, lembra? Olha pra você agora.
Dói tanto saber que você vai ler essa carta, publica-la e esquecer daqui uma semana, um mês, um ano. 
Mas, tudo bem. Eu estarei aqui. Pra te lembrar como você é incrível.
Ou melhor, para nós lembrar por todas as vezes que doeu demais tudo isso. Você é incrível. De verdade.

            Ass: eu mesma.


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Querida garotinha.

 






Querida garotinha, daqui onde estou consigo ouvir seu choro abafado pelo travesseiro, consigo sentir seu grito preso na garganta e até mesmo sua voz embargada pedindo para que toda essa dor vá embora.

Consigo ver seus olhos que sempre foram tão brilhantes, tão vazios, vermelhos, com tantas olheiras. Quanto tempo você não dorme sem aqueles remédios? 

Você não come á dias, talvez até meses. Está fraca, cansada, só quer que chegue a noite para chorar em paz. Finge que não vê os olhares de piedade das pessoas por onde passa, mas, quando eles vem com um abraço e uma palavra amiga, você não tem vergonha de desmanchar seja lá onde for: Faculdade, shopping, metrô, portão de casa.

Por falar em portão de casa, eu vi aquele dia em que você teve uma crise de pânico só de pensar em sair de casa. O ar faltou, a vista escureceu, mil coisas passaram na sua mente, enquanto você sentia suas mãos e pés suarem e formigarem sem nenhum controle. Você passou por esse momento sozinha, poucos minutos antes de entrar num carro para ir ali, na casa de uma amiga. É que a idéia de sair de casa sem ser com aquela companhia ainda te assustava tanto, né? Eu sei, eu vi. De pertinho.

Eu estava com você naquelas madrugadas de choro, meditação e poesias melancólicas. Aquelas noites em que seu coração pesava tanto que te sufocava, faltava o ar.

Eu ouvi milhares de vezes quando você contava repetidamente a história para as pessoas ao seu redor que não entendiam muito bem. “Ué, como assim acabou?”, e eu sentia junto com você seu coração se partir em milhares de pedacinhos quando você explicava tudo de novo, e de novo, e de novo...

Fui eu quem te dei colo naquela noite que você deu PT numa festa de carnaval qualquer, porque sentir o gosto do álcool em sua boca era melhor do que sentir qualquer gosto que poderia te lembrar dele.

Também fui eu que estive com você, aquela tarde que você sentou e chorou na calçada da rua em frente á sua loja preferida de maquiagens, sendo consolada por sua melhor amiga, simplesmente porque ele te bloqueou do nada.

Eu estive com você nas noites que você stalkeou tudo que pudesse para tentar achar uma resposta.

Quando você deixou seu orgulho de lado para mandar uma mensagem que nunca foi respondida...Ou melhor, só foi respondida meses depois, quando a resposta nem era mais esperada.

É, minha garotinha. Eu vi você se entregar pra pessoas tão vazias, acreditar amar pessoas tão vagas, só pra preencher algo que você jurava que nunca mais conseguiria sentir de novo.

Mas eu vi também sua força. Vi ás vezes em que você se negou a procurar, mesmo com toda a dor.

Vi como você nunca negou o quanto doia. Não escondeu. Vomitou toda a dor pra fora, pra quem quisesse ouvir, até desintoxicar todo aquele sentimento de dentro de você.

Eu vi seu olho voltar a brilhar com músicas que te faziam mal, mas, que agora, finalmente você ouvia com o coração em paz.

Eu vi quando você finalmente foi dormir sem precisar tomar remédios ou fazer lista de milhares de coisas que te fizessem evitar pensar. Por que tanto faz se pensar ou não, no fundo aquilo nem doia tanto assim.

Eu vi quando você beijou outra pessoa, não pra preencher qualquer falta dele, mas porque você quis finalmente sentir outros gostos.

Eu vi quando o álcool deixou de ser uma válvula de escape para se tornar um momento de descontração e risos com sua amiga.

Eu vi quando o assunto passado com suas amigas foi diminuindo tanto que um dia ele simplesmente morreu.

Ah, como eu fiquei feliz em te ver com aquele olhar de felicidade em planejar aquele sonho que você tinha abandonado. Quando as luzes daquela cidade voltaram a iluminar seu rosto ou quando finalmente suas poesias ganharam um novo tom.

Mas, principalmente, eu vi quando seu coração ficou quentinho de novo. Um novo porto – talvez nem tão novo assim – pro seu barquinho. Eu vi seu olho brilhar, sua mão suar e você ficar igual boba por aí. Você descobrir que, pode, sim, amar novamente. Milhares e milhares de vezes.

Eu acompanhei cada parte dessa estrada, querida garotinha. E eu sei que foi difícil. Afinal, eu estive com você em cada fase, e, não foi a toa.

Você sou eu. E, hoje, essa lágrima que sai dos nossos olhos, é apenas de gratidão. A gente sobreviveu. Mais uma vez.


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Amor também é sobre liberdade.

 





A vida toda cresci ouvindo milhares de definições diferentes sobre o amor ou o que é ou não esse tal sentimento. Como a garota romântica e clichê que sempre fui - embora, ás vezes presa numa armadura -, sempre quis entender, sentir e até mesmo, tocar um pouco mais disso tudo que sempre ouvi.

Escutei diversas músicas, assisti um montão de filme e perdi a conta de quantos livros e poesias eu sai lendo por aí. Nunca me convenci de uma coisa só. Teimosa desde sempre, resolvi criar minha própria definição. E hoje, em uma palavra, eu definiria o amor como liberdade. 

Amar, pra mim, é sobre ser livre. Ser livre pra ser quem é, porque no fundo, você sabe que seu jeitinho será abraçado e amado por alguém um dia. E é também sobre a liberdade de que, mesmo se esse alguém nunca aparecer, você tem a liberdade do amor próprio.

É sobre ser livre pra assumir que gosta daqueles filmes de adolescente, que é fã do Luan Santana e que dorme de moletom e meia, afinal, tudo isso são apenas conjuntos de todo o universo cheio de amor que você é. É ser livre pra entender que esse universo é imenso, e, que, tá tudo bem ser meio esquisito, ter o sotaque estranho ou ter mil e uma teorias sobre dinossauros. Alguém ainda pode se apaixonar por esse ser cósmico, torto e um pouco bizarro que é você. Ou melhor, que sou eu.

É sobre ser livre pra escolher qual abraço te aconchega a alma e dá o quentinho no coração, mesmo que não faça sentido pra mais ninguém. Se faz pra você, tá tudo bem.

Amar é sobre a liberdade de estar com alguém. Não por obrigação ou porque você não pode sair dali. É sobre escolher estar ali escondendo-se do relógio e da pressa do mundo. É a liberdade de saber que você poderia estar em qualquer lugar naquela madrugada mas que nenhum lugar é melhor do que onde a gente se sente lar.

Amar é sobre a liberdade de tornar nosso corpo e coração a casa de alguém. É sobre limpar as coisas que ficaram espalhadas no caminho, jogar no lixo o que não deu certo, e, querer tentar novamente. Pois apesar de toda a bagunça, agora, você têm uma casa quentinha nos seus dias de chuva.

Amar é sobre ser livre pra poder limpar o céu nublado de alguém mesmo que o seu esteja caindo um temporal. Sobre ser tão livre que você escolhe cuidar daquele ser que te entregou o coração e dividiu suas tempestades com você.  É sobre saber que, quando o arco-íris chegar naquele olhar novamente o brilho das cores dele vão refletir em você e acalmar até mesmo o que você nem achava que era possível.

Por essa, e, tantas outras coisas, que, hoje, eu continuo, sim, ouvindo músicas, assistindo meus filmes clichês e ouvindo Luan por aí. E, ainda assim, hoje, quando me perguntam o que acho sobre o amor, reconheço que sim, conheço pouco, mantenho um pouco a armadura. Afinal, o amor ainda é sobre ser livre pra respeitar os traumas, medos e inseguranças do outro. E acolhe-los como se fossem seus.

Mas, acima de tudo, sempre levarei comigo que o amor também é sobre liberdade. Coisa rara nos mundos de hoje. É sobre a liberdade de ser corajoso, de ser autêntico, é sobre a liberdade de poder abraçar uma galáxia inteirinha e mesmo assim, entender que vocês ainda são dois mundos.

Mas, dois mundos que, apesar de tudo, escolhem serem livres juntos. 














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Vou atrás da minha estrela.




Eu não sei o que faz o seu coração gritar, vibrar, pulsar mais forte. Eu não faço ideia se são as luzes de uma cidade é o que realmente faz seus olhos arderem como brasa, se é sentir um calor no peito querendo muito ser encontrado, ou, quaisquer outras coisas. Mas, sei que dentro de nós temos algo na qual, eu carinhosamente chamo de nossa estrela.
Essa estrela, que alguns também apelidam como sonho, pode ser algo simples, tocável, ou, não. Pode carregar um nome, ou, seja algo que você nem sabe definir muito bem. Mas é aquilo que está ali, intrínseco em você, que te faz brilhar, aquece o peito, te faz dar aquele sorriso no cantinho da boca, e, te traz até um frio na barriga, um pouquinho - ou muito - de medo, mas, que, nem assim, te faz parar.
Eu sei. Eu também tenho a minha estrela. Poucos sabem, mas, quem sabe, também reconhece como ela é grandiosa pra mim. Reconheço que ás vezes me perco num céu imenso e estrelado, mas, ainda assim, minha estrelinha nunca se apaga. As vezes, sinto-a um pouco desbotada, me olha assim de lado, pensando que a esqueci. Mas, dou uma piscadinha, e ela logo ofusca meus olhos com seu imenso brilho. Não te esqueci, minha estrela. E ainda vou atrás de você.
Em alguns momentos, a estrela parece qualquer coisa, menos uma estrela. Em outros, parece até que ela não esta lá. Mas, quando apago as luzes, o coração grita: Ei, olha o céu. Ele me parece tão mais belo hoje. E eu sei muito bem que é ela, acendendo as luzes de toda a cidade, apagando a lua e os medos, para poder brilhar por si.
E eu adormeço, por fim, com sua imagem refletida em mim. Sinto-a dourar meu corpo, preencher meu peito, conquistar-me a alma. Sei que é ela: A minha estrela. Que é só minha. Não precisa fazer sentido pra ninguém. Ela brilha dentro de mim. E eu a guardei com carinho, amor, e, um pouquinho só de posse, coragem, e, fé.
É ela. A minha estrela.
E eu vou atrás dela, custe o que custar.
Recomendo que você, faça o mesmo, para quem sabe, se nós encontramos por aí, podermos falar de um novo céu, enquanto desfrutamos de um peito ardente e preenchido por uma amiguinha que, um dia, brilhou tão forte dentro de você, que quase te cegou. Mas, ao abrir os olhos, você sabia que tinha que ser ela, sua estrela, e seu sonho. Pegou-a com carinho, deu um sorriso, respirou fundo, enfrentou seus maiores medos, e, apenas foi.
Atrás da sua própria estrela.

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Quando um novo amor chegar








Quando um novo amor chegar, ele terá que me lembrar que o amor tem um gosto doce.
Ele terá que me lembrar que o amor é bom, leve, sem joguinhos de desinteresse. Quando um novo amor chegar, ele terá que me mostrar que não se dá para amar apenas com palavras, mas, sim, principalmente, com atitudes. Embora, a falta das palavras também possa machucar ou confundir.
Eu não sei quando ele virá, muito menos, se um dia ele virá, mas, se isso acontecer, eu espero que esse novo amor me pegue pelo braço, me beije, me leve pra tomar um sorvete, e, me veja além de um corpo.
Quando esse novo amor chegar, ele irá me contar seus segredos, me deixar participar da sua vida, e, sem que eu perceba, o deixe entrar na minha.
Se um dia ele chegar, não terei que me preocupar com a falta do assunto, o descaso ou quaisquer coisas do tipo pois teremos a maturidade para deixar as coisas claras, sem termos que interpretar silêncios e confusões que só criam intrigas desnecessárias.
Se um novo amor chegar, dedicarei minhas melhores músicas, minhas poesias, minhas risadas escandalosas, meus conselhos mais malucos e meu coração mais sincero.
Quando - e se - um novo amor chegar, eu só espero que ele me lembre que o sentimento não machuca, não é egoísta, não pesa.
Quando um novo amor chegar eu só espero que ele seja diferente de tudo que já provei até aqui. 



      
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